Terapias Expressivas - Os fins terapêuticos das expressões artísticas Marcelli Ferraz marcelli_ferraz@hotmail.com
Psicóloga, Formadora e Arteterapeuta. Coordenadora Pedagógica do Centro de Investigação e Formação da Universidade Independente 2007
Idioma: Português Palavras-chave:
A criatividade e a expressão artística são um atributo da
natureza humana. Desde tempos imemoráveis a raça humana utiliza a arte como
canal de expressão de conteúdos emocionais.
Embora o interesse pela relação terapia e arte venha de
longe, foi somente a partir, da década de 1930, que distinguiu-se como opção
terapêutica, quando psiquiatras tornaram-se interessados nos trabalhos
desenvolvidos por alguns pacientes (em especial, pacientes esquizofrénicos)
procurando uma ligação entre suas produções e a doença que os acometia.
Durante todos esses anos, as técnicas artísticas utilizadas
em terapia, foram sendo desenvolvidas e criteriosamente pesquisadas.
Actualmente, são conhecidas como terapias expressivas,
é uma maneira criativa de auxiliar em diversas questões emocionais como,
resolução de conflitos, melhoria da auto-imagem, reestruturação emocional,
minimização de traumas, superação de obstáculos, desenvolvimento de competências
pessoais, treino de habilidades sociais, entre muitas outras situações.
Têm a finalidade de propiciar um ambiente de liberdade
expressiva, possibilitando ao cliente trabalhar suas questões com a ajuda de
diversas técnicas artísticas como, dança, teatro, música, literatura, canto,
artes plásticas e outras infinitas possibilidades criativas, buscando facilitar
e aprofundar a intervenção psicológica. Por isso exige do terapeuta, um estudo
aprofundado, supervisionado e continuo da técnica.
O conceito de liberdade expressiva refere-se na
criação de um clima terapêutico de aceitação, de tolerância, de abertura às
iniciativas e opções do cliente, sendo em clima prioritário a todas as
metodologias expressivas.
No universo das terapias expressivas, não é a obra artística
que interessa, nem a sua qualidade estética, mas sim, a actividade criadora, a
vivência, a expressão em si e as consequências emocionais desencadeadas por esta
experiência.
A expressão tem valor apenas enquanto dura sua acção e apenas
para quem se expressa. Tentar avaliar ou interpretar, é cair no erro, pois, a
arte orientada em terapia, serve apenas como espelho do mundo interno do
cliente.
Seja qual for o a técnica utilizada, dançoterapia,
musicoterapia, biblioterapia, psicodrama, sociodrama e/ou arteterapia, a
expressão não é um espectáculo, mas apenas um modo individual de contacto com o
mundo inconsciente e de escape das tenções acumuladas e recalcadas.
São muitos os benefícios das terapias expressivas, tais como:
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Melhora a comunicação consigo mesmo e com o outro.
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O cliente se independentiza do terapeuta pois é activo.
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O tempo do tratamento é menor, pois a transferência é
reduzida.
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Favorece a busca da harmonia e do equilíbrio da vida.
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Facilita o diagnóstico propiciando leitura de material
inconsciente através deimagens pictóricas, sonoras, tácteis e cinestésicas.
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Aumenta a espontaneidade e a criatividade positivamente
orientadas.
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Descarrega emoções recalcadas.
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Facilita a mobilização de pacientes passivos e
introvertidos.
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Propicia a catarse nas situações em que é penoso
expressar por palavras.
Experimentar os benefícios das terapias expressivas, não se
trata apenas de criar uma obra de arte, de tocar um instrumento ou movimentar o
corpo, mas sim de vivenciar, em terapia, o potencial e a força criativa que
levam as pessoas ao auto-conhecimento, ao encontro do equilíbrio e a superação
de suas dificuldades emocionais.
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